Foto: Enrique
Marcarian / Reuters
Por Gério Ganimedes
Chuvas
torrenciais na Argentina poderiam ter ligação com a Anomalia da Ionosfera que
durante a semana deixou cientistas em alerta?
As chuvas torrenciais que atingiram a Argentina nos últimos
dois dias já deixaram pelo menos 33 mortos e forçaram milhares de pessoas a abandonarem
suas casas devido às inundações. As tempestades também provocaram a
interrupção de eletricidade e causaram o caos no transporte público da capital
Buenos Aires. Pelo menos 25 pessoas morreram e milhares tiveram que abandonar suas
residências na cidade de La Plata , localizada a
63 quilômetros
ao sul de Buenos Aires. Uma inundação severa cobriu metade da cidade argentina
na madrugada desta quarta-feira (3). Na
capital argentina os relatórios apontaram através de balanço oficial, oito
mortes por conseqüência da forte chuva que foi acompanhada de rajadas de vento
fortíssimas, resultando em centenas de danos de infra-estrutura no centro da
capital argentina. Segundo autoridades cerca de 350 mil pessoas foram afetadas
pelas inundações e 300 tiveram que ser retiradas de suas residências. O Observatório
Central de Buenos Aires informou que a chuva atingiu a escala de 155 milímetros ,
entre meia-noite e sete horas da manhã.
De acordo com registros uma “anomalia ionosférica” muito grave, deixou cientistas em alerta no
mundo todo. Os dados científicos de satélites mostraram um grande foco desta
anomalia, principalmente sobre a Índia e que segundo as análises, este fenômeno
nunca antes havia sido observado. A zona de gravidade desta anormalidade iniciou-se
sobre a Índia, ao longo do Oceano Índico e ao sul da Índia, parecendo uma espécie
de buraco ou "vazio". No
entanto a anomalia está se movendo. No momento que a "lebre foi levantada", de que
algo diferente estava acontecendo, iniciei o monitoramento do evento, que nitidamente
avançava, deslocando-se na cintura do nosso planeta ou linha equatorial da Terra.
Registrei alguns momentos deste avanço da “mancha” através do link da NASA (AQUI), onde deu para perceber que alongamentos desta anomalia atingiram também a
América do Sul. Curiosamente as regiões que foram “sobrevoadas” por esta anomalia
na ionosfera, que cruzou também o continente africano, foram atingidas por
algum evento climático atípico. Variações nas cargas das moléculas de gases em
nossa atmosfera pode ser o resultado do acúmulo de gás radônio que se
associando as gotículas de água da atmosfera aumentam de temperatura e provocam
as zonas mais vermelhas dos gráficos.
Análise comparativa dos gráficos da ionosfera
Antes do grande terremoto do Japão em 11 de março de
2011, a
atmosfera, diretamente acima da zona da falha que produziu o terremoto
devastador, aqueceu significativamente. O
conteúdo total de elétrons, em uma parte da camada superior da atmosfera,
chamada ionosfera, aumentou dramaticamente ao longo do epicentro do terremoto. Cientistas
acreditam, depois de muito estudo desta camada de nosso planeta, que nos dias
anteriores a um terremoto, as pressões sobre as falhas geológicas na crosta da
Terra provocam a liberação de grandes quantidades de gás radônio. Este gás radioativo ioniza o ar, dando-lhe
uma carga e desde que a água esteja polarizada, é atraída para as partículas
carregadas no ar. Isto faz com que as moléculas de água da condensação do
ar, se transformem em líquido, num processo que libera muito calor e que consequentemente
é a responsável pela zona vermelha do gráfico da ionosfera.
Reunindo-se os estudos da ionosfera, o ponto de
partida da “Anomalia da Índia”, a alta temperatura no “olho da manta ionizada”
e seu deslocamento, me parece, que esta anomalia além de ser o prenúncio de um
forte evento sísmico na região da divisa da Índia e Myanmar, está causando um
alvoroço no globo todo com seu deslocamento, alterando drasticamente o clima e
o tempo. Contudo, tratando-se de partículas carregadas ou ionizadas, poderíamos
também associar o fenômeno da anomalia da ionosfera a alterações na
magnetosfera da Terra em conseqüência das últimas explosões solares. Onde será que se encontra o
agente causador? Dentro ou fora de nosso planeta? E porque a mancha avança sem dissipar a temperatura no núcleo?
Estamos
monitorando...
Gério Ganimedes
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