quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vai Faltar Gelo no Mundo!

Foto de satélite da Groelândia - crédito: NASA
Desaparecimento: Uma visão de cima da Groelândia,
obtida por imagens de satélites, mostra uma área de
derretimento do gelo com cobertura de nuvens de 
proteção limitada.

Cientistas advertem que com curso atual do aquecimento global, derretimento de gelo no Ártico em 2011 bateu valores recordes.  A onda de calor que envolve a região derreteu até agora em julho, 46 mil milhas quadradas de gelo a cada dia.

O temor do aquecimento global foi aumentado hoje, quanto verificou-se que o Ártico está enfrentando níveis recordes de derretimento do gelo neste ano.
A onda de calor que envolve a região, derreteu um escalonamento de 46 mil milhas quadradas de gelo a cada dia. De acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC), em Boulder, no Colorado, esta quantidade grande de gelo é a mesma área, que o estado da Pensilvânia, derretendo o que vem sendo derretido todos os dias.
 
Se a mesma quantidade de gelo derretido, continuar ao longo de julho, será a taxa mais rápida desde que os registros começaram em 1979. Isso é relativamente muito rápido, disse Julienne Stroeve, cientista do SIDC, à  LiveScience. “A não ser que as coisas mudem nas próximas semanas, poderemos ter um novo recorde para julho. Certamente, achamos que o gelo está mais fino do que era em 20007”.

 Icebergs: A onda de calor causa derretimento de cerca 
de 74.000 quilômetros quadrados, de gelo no mar do 
Ártico a cada dia, afirmam cientistas.

Em 17 de julho deste ano, o gelo do mar cobria 2,92 millhões de quilômetros quadrados do Oceano Ártico. A quantidade de cobertura de gelo está atualmente em 1,40 milhões de km quadrados abaixo da média de (1979-2000). A taxa mais rápida, anterior, de fusão do gelo, foi em 2007. Os pesquisadores disseram que a fusão e re-congelamento de gelo do mar Ártico ocorre com intensidade variável a cada ano. No outono as temperaturas caem no Norte do Hemisfério e então o gelo se estende, mas com a chegada da primavera, com um clima mais quente, o gelo começa a derreter. Cada ano a quantidade real de gelo que se re-forma, no Outono, diminuiu de forma constante.

Pesquisadores descobriram que este ano, o gelo começou a derreter entre duas semanas e dois meses mais cedo que o habitual, sinalizando um maior montante global de fusão do gelo para o ano inteiro.

As medições foram realizadas no mar de Chukchi, no Alasca, no Mar de Barents, Kara e Mares Laptev, perto da Finlândia e Rússia. Acredita-se que o derretimento do gelo foi causado por momentos de aquecimento que varreram o Hemisfério Norte. Meteorologistas registraram alta pressão sobre o Mar de Beaufort, ao norte do Alasca, desde junho, o que trouxe as temperaturas mais quentes para todo o Ártico.

A zona de alta pressão tem feito as temperaturas no Pólo Norte, ficarem de 6° C a  8° C,  mais quentes que a média. Stroeve disse, que o céu mais claro e limpo sobre o Ártico também permite que os raios do sol, derretam as camadas de gelo que são normalmente protegidas pela cobertura de nuvens espessas. O especialista acrescentou, que as temperaturas mais frias para o resto do mês de Julho poderiam diminuir se o gelo continuar derretendo na taxa atual. "É muito cedo para dizer, que nós vamos ter um novo recorde de baixa, mas eu diria que é certamente possível da forma como as coisas foram acontecendo", acrescentou.


Fonte: Daily Mail - UK
Leia a notícia completa em inglês AQUI

Tradução e adaptação de texto e medidas: A.Mace


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