domingo, 9 de outubro de 2011

Europa pode sufocar-se com ozônio


© Flickr.com/climatesafety/cc-by-nc


Notícia publicada no portal - Voz da Rússia

O aumento da concentração de  ozônio, resultante do aquecimento do clima, fará elevar-se a taxa de mortalidade dos Europeus. Tal a perspetiva triste é augurada ao Velho Mundo para os próximos 50 anos pelos climatologistas da Universidade de Umea, na Suécia. Segundo suas estimativas, a Rússia está sendo também ameaçada.

Ainda continuam vivas as recordações sobre o “verão louco” de 2010, quando uma onda de calor de 40 graus celsius açoitou a Rússia durante quase dois meses. E neste outono, os termômetros em Paris e Londres registram quase trinta graus no começo de outubro. Os estudiosos apontam uma redução da área de gelos no Ártico, sem precedentes em todo o período de observações. Segundo as previsões, a calota polar irá se derretendo em meados do século quase completamente. E se os oceanos transbordarem, uns territórios gigantescos da Europa podem ficar inundados, ao passo que o derretimento do “permafrost” provocará umas catástrofes tecnológicas.

Mas mesmo sem tais cataclismos, os homens já estão sendo ameaçados Os cientistas suecos chegaram à conclusão de que uma elevação drástica da concentração de ozônio na atmosfera, fenômeno devido ao “efeito estufa”, pode acarretar umas sequelas graves para a saúde dos habitantes da Bélgica, França, Espanha e Portugal. O ozônio estratosférico protege-nos da radiação ultravioleta, mas o ozônio troposférico já é uma coisa bem diferente – esclarece o analista russo Aleksei Kokorin. E continua:
Com umas emissões abundantes geradas pelos transportes e pelas indústrias e com um tempo ensolarado quente, forma-se na camada atmosférica próxima do chão nas cidades um grande volume de ozônio. É um problema sério para a Europa Meridional. Para Moscou, entretanto, é também um problema bastante sério nos dias quentes de verão e com um grande acúmulo de transportes.

O ozônio formado próximo ao chão é nocivo para a saúde. Porque pode provocar doenças das vias respiratórias e doenças cancerosas. Existe, entretanto, mais um perigo fruto do aquecimento global. É o aparecimento de umas doenças absolutamente atípicas, exóticas no Hemisfério Norte. Por exemplo, no verão deste ano foi descoberta a febre do Nilo Ocidental nas imediações da cidade de Volgogrado, situada no curso baixo do rio Volga, um rio insuspeitamente europeu. O agente morbífico havia sido trazido da África por aves migratórias. Todavia, essas aves têm estado voando sempre nas duas direções, porém o vírus conseguiu sobreviver nessa nova região só agora, ao terem sido criadas umas condições de temperatura propícias. Amiudaram-se, igualmente, os casos da malária. Essa enfermidade é transmitida por mosquitos. Antes, em pleno inverno russo muito rigoroso, esses insetos morriam todos, mas agora, em meio a um clima notavelmente aquecido, eles conseguem sobreviver, inclusive, no inverno.

Os especialistas mostram-se preocupados diante da perspetiva de uma considerável redução da população europeia por causa das mudanças climáticas. “Por mim, não empregaria a expressão `redução da população´, mas o fenômeno é bem capaz de acarretar uma deterioração da qualidade de vida e grandes problemas médicos” – pensa o especialista russo.



Comentário do Autor

Ficamos cada vez mais perdidos com as últimas notícias científicas. Hora o ozônio é necessário, hora pode matar. O mundo está no fim, ou as mentiras estão com as horas contadas. Quem jogará a toalha primeiro?

Gério Ganimedes

 

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