sábado, 31 de dezembro de 2011

Onda de Calor Grave Atinge a Região da Antártica



Análise do quadro apresentado pelo site UBALERT

Dezembro de 2011 atingiu níveis críticos e grava um dia de verão recorde para o Pólo Sul. A temperatura no Pólo Sul medida pela estação de pesquisas Amundsen-Scott, mostra registros de -12.3°C em 25 de dezembro de 2011, comparada aos -13.6°C em 27 de dezembro de 1978. A baixa em 25 de dezembro foi -17.8°C, o que soa como confortável, considerando que a menor temperatura registrada no Pólo Sul foi de -82.8°C, definido em 23 de junho de 1982. A Temperatura no Pólo Sul em dezembro, normalmente marca -26.5°C, portanto, além da onda de calor recorde neste Natal, estas medidas tem sido uma média neste mês de dezembro no Pólo. A alta do Natal foi causada por uma língua de ar quente, que empurrou o interior do bloco atmosférico sobre a Antártica.

A calota de gelo ocidental da Antártida está derretendo a uma velocidade de 250 km cúbicos por ano, elevando o nível dos oceanos em 0,2 milímetros a cada 12 meses. O degelo desta calota pode fazer os oceanos subirem até 4,9 metros, cobrindo vastas áreas litorâneas pelo mundo e ilhas inteiras. Os resultados também são, escassez de comida, disseminação de doenças e mortes.

Com este quadro repentino, desta onda de calor, sem precedentes, este processo pode ser acelerado e os resultados disso, já são bem previsíveis.
 
Estamos atentos ...

Fonte de Pesquisa: Ubalert
Link do alerta: http://www.ubalert.com/a/78566
Tradução, texto e adaptação: Gério Ganimedes
Direitos Reservados – Projeto Quartzo Azul©©

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vulcões em Fúria

 Foto: EPA

 

Vulcão Lokon entra em erupção na Indonésia

O vulcão indonésio Lokon, situado no norte das Ilhas Célebes, entrou em erupção nesta terça-feira ao expelir uma nuvem de fumaça e pó, informou a Agência de Gestão de Desastres da Indonésia. As autoridades não consideram necessárias, ao menos por enquanto, promover a retirada das pessoas que vivem perto do vulcão, que entrou em erupção pela última vez em novembro. O arquipélago indonésio está assentado dentro do Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica, e abriga cerca de 500 vulcões, dos quais 129 estão ativos.

Fonte: Voz da Rússia 

 

http://portuguese.ruvr.ru/2011/12/27/62953719.html

 

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Gigante Está Acordando ... Ouve-se o Rosnar do Yellowstone

Parque Nacional de Yellowstone
O Gigante Está Acordando


Mapeamento e fotos tiradas de satélites da NASA têm seguido a atividade subterrânea e geotérmica do Yellowstone, observando um calor profundo que está se armazenando a 6.438 quilômetros em direção ao núcleo da Terra, tendo áreas onde estes níveis de energia acumulada estão se tornando irregulares. O Yellowstone pode estar em apuros.

O Programa Landsat (http://landsat.org/) é gerido conjuntamente pela NASA e pelo Serviço Geológico dos EUA, começando seus serviços de sensoriamento remoto em 1972. Tornou-se parte do novo plano de monitoramento do Parque Nacional de Yellowstone em 2005. Além de sensoriamento remoto, o Landsat também usa reconhecimento aéreo, a fim de “observar todas as mudanças geotérmicas do Yellowstone de uma forma sistemática e científica.

Até recentemente, o calor proveniente da câmara de magma subterrânea do Yellowstone sempre foi o combustível para as mais de 10.000 características do vulcão: “Old Faithful” – Um dos maiores geysers do Yellowstone, fontes termais, geysers, manchas de lama, terraços e potes de barro, entretanto a NASA está relatando que as imagens do Landsat pegou alguns desenvolvimentos inesperados fora das fronteiras do parque, também captados por empresas de energia para além das fronteiras do parque.

“Se que o desenvolvimento geotérmico fora do parque começar, precisamos saber se isso vai fazer com que o velho escape de pressão do parque, pare de vomitar”, diz Rick Lawrence da Universidade do estado de Montana – EUA.

O parque tinha financiado um estudo sobre a atividade geotérmica inesperada, à procura de uma nova perspectiva sobre o evento em desenvolvimento. Os resultados já foram apresentados em San Francisco, Califórnia, na sexta-feira 9 dezembro, 2011, na conferência da União Geofísica Americana. Uma luz visível e os dados capturados pelos sensores sensíveis ao calor do Landsat foram usados
​​no estudo de Lawrence e seu co-autor, Shannon Savage.

 Terraços Minerva - Yellowstone



Para ter uma melhor visão do que estava acontecendo em Yellowstone, o as imagens do satélite Landsat, foram utilizados no estudo, pois estava circulando acima da área de 705 quilômetros, obtendo uma visão muito melhor de toda a área. Além disso, os satélites contém várias décadas de dados que poderiam ser usados para observar a superfície da terra e sua energia térmica. O que torna único o Landsat é que pode capturar a energia da região do Yellowstone, não só o calor que foi absorvido pela áerea através do sol, mas também a energia geotérmica a terra produz por si só. Imagens do satélite descobriram que um dos pontos geotérmicos, os chamados Terraços Minerva, entraram em colapso quando a água quente borbulhando abaixo deles parou de fluir. As imagens que foram observadas entre 1998-1999 mostraram que a correlação do calor e da energia na área. Neste período, um cidadão presenciou uma explosão de energia geotérmica ocorrer, causando arremessos de pedras por toda parte, mas em áreas onde era esperado manterem-se quentes, a temperatura realmente caiu temporariamente antes de voltar a subir.

O satélite Landsat permite que os cientistas reconheçam grandes mudanças que ocorrem na área de energia geotérmica, como no Yellowstone. No entanto, ninguém sabe o que está acontecendo, mas as pistas estão sendo encontradas em relação à interconexão dos eventos subterrâneos geotérmicos. O objetivo é a obtenção de maior resolução nas imagens, que hoje ainda são muito granuladas, nos futuros dados térmicos. O satélite Landsat da NASA, terá a missão de continuidade de dados e terá um novo instrumento térmico acoplado para utilização em 2013, para adicionar novos registros da geotérmica de Yellowstone.


Comentário do Autor


Não há mais como negar que as mudanças estão vindo a galope e a pressão geotérmica do planeta está em colápso. O que podemos fazer? No momento e na atual condição climática do planeta, absolutamente nada. A coisa toda já está feita. O mal já foi imposto à Terra, agora o que devemos fazer, é nos prepararmos com medidas e sistemas de logística de resgate e sobrevivência, pois se este vulcão acordar, não sera apenas, mais um belo espetáculo piroclástico, como o que o Vesúvio proporciona as pessoas, que vibram ao ver e que ainda dormem o sono profundo e que talvez, só acordem no momento do grande evento. 

Gério Ganimedes 

Fonte: Digital Journal  http://www.digitaljournal.com/article/315763#ixzz1gWCxMYqk

Colaboração: Emelee – Divisão de Pesquisas - PQA 
Tradução e adaptação de textos e medidas: Gério Ganimedes 
Direitos Reservados de Tradução – Projeto Quartzo Azul©©

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vulcão na Rússia Ameaça Espaço Aéreo


© Flickr.com/robnunn/cc-by-nc

A erupção do vulcão Karymski, situado na Kamchatka, península extremo oriente da Rússia, foi qualificada como perigosa para a realização de vôos aéreos, uma vez que as partículas abrasivas das cinzas vulcânicas podem penetrar nos sistemas de propulsão e mecanismos hidráulicos e eletrônicos sensíveis dos aviões, provocando situações de emergência ou acidentes. 

Em um dia, o vulcão emitiu várias colunas de gás e cinzas. A maior teve a altura de 3500 metros acima do nível do mar. No momento, avalanches de brasa descem do vulcão, entretanto, não apresentam perigo para população local.


Fonte: Voz da Rússia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Clima - Alterado e Destruidor

Formação de nuvens antes do furacão que atingiu
a grande Porto Alegre - Foto: Gério Ganimedes

Esta semana pude sentir na pele, o que há tempos já venho falando e alertando para o que acontece com nosso planeta e a consequente mudança climática. Um cenário verdadeiro, de um filme de terror e catástrofe, digno de um Oscar se montou bem diante dos meus olhos, observado através dos esquadros da janela de minha sala, com visão clara de Porto Alegre. O azul límpido contrastado pelo forte sol, numa atmosfera extremamente quente e abafada, logo deu lugar a uma súbita mudança, transformando o belo em horrendo em segundos. O dia ficou noite, nuvens altas e densas se formaram, raios diferentes dos normais circulavam e pipocavam no interior das nuvens, sem emitirem qualquer som.  Logo a seguir um vento com ruídos sinistros começou a cruzar aberturas e portas, como se entidades malignas adentrassem a casa, rugindo e sussurrando palavras como em uma antiga e desconhecida linguagem. Logo tudo estava tomado pelo vento que contornava com contraste e densidade os prédios e construções, chegando a atingir nos medidores 100 km/h. Misturado à chuva e ao céu negro, foram 20 minutos de pânico e tensão. Na rua as explosões dos transformadores, causadas pelo enlaces dos fios de alta tensão completavam em detalhes assustadores o cenário de uma destruição iminente. Telhas voando, telhados sendo arrancados com uma força avassaladora, muros de tijolos sendo deitados no chão nocauteados pela assombrosa força da natureza.  Carros nas ruas sendo destruídos por postes de concreto armado que quebravam como palitos de madeira fraquejados pela força do vento que não dava trégua. E assim como veio, foi embora deixando além dos destroços, o silêncio da perplexidade e um tremor no corpo, pelo pânico causado e a conseqüente adrenalina circulante.


 Tormenta se aproximando de Canoas / RS - Foto: Gério Ganimedes
Clarão no centro das nuvens - Raios silenciosos
Não há mais como se fazer cego ou surdo, diante do que acontece, pois a cada dia mais e mais localidades, por todo o planeta, enfrentam momentos de angústia e medo diante de uma natureza revoltada pelas feridas que a tornam doente chegando a salivar por uma febre de loucura e raiva. E isto ainda é pequeno diante do que enfrentaremos.


 Porto Alegre - Coberto pelo Manto Negro da Tempestade
Foto: Gério Ganimedes

 Porto Alegre - Coberto pelo Manto Negro da Tempestade
Raios sinistros no interior das nuvens 
Foto: Gério Ganimedes

Porto Alegre - No pós-tempestade o cenário parecia apocalíptico
Relâmpago esférico no centro das nuvens 
Foto: Gério Ganimedes

Porto Alegre - No pós-tempestade o cenário parecia apocalíptico
Relâmpagos esféricos no centro das nuvens 
Foto: Gério Ganimedes

Mas o homem continua sua caminhada doentia em direção a seu falso progresso. Continua perfurando o solo onde não deveria perfurar, continua queimando as florestas onde devia cuidar e plantar, continua sujando, matando e alterando a tudo e a todos. Sem falar de um aspecto, que muitos podem não terem se dado conta, mas que em estudo e analise da equipe do PQA, chegamos a uma conclusão seguida de um questionamento:

E o peso de concreto acumulado nas grandes cidades estaria afetando a estrutura da crosta terrestre? Temos uma teoria que diz sim. Vocês já imaginaram todo o peso de uma cidade? Digo peso porque para construir uma cidade tiramos material de outro lugar e concentramos tudo num só ponto, além do mais, perfuramos, batemos, compactamos, inundamos e chegamos ao ponto de secar lagos e desviar rios. Tudo para construir. Toneladas de material, aço, ferro, pedras, cimento, concreto, vidro e todos os carros que circulam pelas ruas, sem falar do peso da própria população que vive sobre as metrópoles? Porque o Japão está afundando no lodo? É fácil deduzir que uma ilha minúscula em proporções geográficas habitacionais com toneladas de entulho do progresso numa área geologicamente instável. Imaginem uma área onde as placas tectônicas não param de se ajustarem e moverem-se e que acima de tudo tem seu peso desarmonizado pelo excesso de peso concentrado. O que pode acontecer? Afundar. Estamos aprofundando o assunto e em uma próxima postagem entraremos em mais detalhes sobre esta nossa nova pesquisa.

Fiquem bem

Gério Ganimedes
Direitos Reservados – Projeto Quartzo Azul©©

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