sábado, 21 de janeiro de 2012

Ártico Sem Proteção


Buraco de ozônio sobre o Ártico foi realmente causado pelo frio, dizem os cientistas, após pesquisas em aeronaves a altas altitudes.


O primeiro buraco de ozônio sobre o Pólo Norte, foi agravado por temperaturas de um inverno extraordinariamente frio, dizem os cientistas. O resfriamento da camada de ozônio aumenta o efeito de reação do ozônio, destruindo substâncias como os clorofluorcarbonetos - CFC. Um buraco no ozônio acima do Ártico, talvez ainda maior é esperado, dizem os cientistas do Instituto KIT de Pesquisa Meteorológica e Climática.

Cerca de um ano atrás, os cientistas detectaram a degradação do ozônio sobre o Ártico, pela primeira vez, e que chegou a um grau comparável ao do buraco de ozônio, acima do pólo sul.

Em um nível de cerca de 21 quilômetros acima da Terra, 80 por cento do ozônio foi perdido, expondo as pessoas na superfície da Terra aos prejudiciais raios ultravioleta-B provenientes do sol, que pode causar queimaduras solares e câncer de pele.

Segundo o estudo, a ocorrência do buraco de ozônio do Ártico foi principalmente devido às temperaturas extremamente frias na camada de ozônio que está localizado a cerca de 18 km de altura na estratosfera, ou seja, a segunda camada da atmosfera terrestre. Lá, os compostos de cloro proveniente de clorofluorcarbonos e outros poluentes são convertidos quimicamente em temperaturas abaixo de -78 ° C. Estes produtos de conversão química atacam a camada de ozônio e a destroem.  Se a tendência de temperaturas mais frias na estratosfera observada nas últimas décadas continuar, a ocorrência repetida de um buraco de ozônio do Ártico é esperada.

A equipe de pesquisadores do IMK analisou as medições da composição química da atmosfera, por instrumentos via satélite. Além disso, os cálculos do modelo foram feitos para determinar os efeitos concretos de refrigeração adicional da camada de ozônio. “Descobrimos que reduzir ainda mais a temperatura em apenas 1 ° C seria suficiente para causar uma destruição quase completa da camada de ozônio em algumas áreas do Ártico”, diz Dr. Björn-Martin Sinnhuber, principal autor do estudo. Observações ao longo dos últimos 30 anos indicam que a estratosfera em invernos frios do Ártico é arrefecido cerca de 1 ° C por década em média.



Fonte: Daily Mail – UK
Leia a notícia em ingês AQUI
Tradução e adaptação de texto: Gério Ganimedes

Comentário do Autor
 

Sim mas lá, que eu saiba, é frio mesmo, e se está esfriando, deve ser melhor. Agora, me digam, onde está o aquecimento e efeito estufa? Vamos é viver uma nova era do gelo, entretanto querem nos provar o contrário e jogar toda a culpa, em nossas costas. Juro que não entendo mais nada!

 


Gério Ganimedes
Direitos Reservados de Tradução - Projeto Quartzo Azul©©

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