sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Novas Tecnologias Para Monitorar os Efeitos dos Terremotos


Terremoto no México - O LiDAR mostra em azul a parte da superfície
do solo que se moveu para baixo, em vermelho, 
o movimento ascendente em relação à pesquisa anterior.



Por Gério Ganimedes


A natureza avança com sua fúria e o homem corre atrás, se utilizando de tecnologias inovadoras para, ao menos compreender melhor a explosão de energia e movimentos do planeta. 

A visão do gráfico acima, é a interpretação de como um grande terremoto mudou a paisagem e o relevo, alguns centímetros para baixo. Esta imagem foi possível, graças à tecnologia de ponta de digitalização chamada de LiDAR.



LiDAR Significa “Tecnologia óptica de detecção remota que mede propriedades da luz refletida”.  A técnica envolvida no processo conta com um forte fluxo de pulsos de laser de fora da Terra (aviões - fig. acima), que varrem a superfície, dando aos cientistas uma imagem incrivelmente detalhada da paisagem. Felizmente para uma equipe de geólogos mexicanos e chineses dos EUA, uma varredura LiDAR já havia sido feita de uma área no México atingida por um terremoto, dando-lhes a oportunidade de criar o primeriro e mais completo mapa de terreno do "antes e depois" de uma zona de desastre. A equipe, trabalhando conjuntamente com o Centro Nacional de Mapeamento por LASER Aéreo, sobrevoou uma área perto de Mexicali, norte do México, região que foi atingida por um evento de magnitude 7,2 em abril de 2010 e escaneou a área com o LiDAR

Os pesquisadores foram capazes de fazer uma varredura detalhada sobre cerca de 140 quilômetros quadrados em menos de três dias

“Podemos aprender muito sobre como funcionam os terremotos, estudando rupturas e falhas recentes", disse Michael Oskin, professor de geologia na Universidade da Califórnia, em Davis. Oskin disse que eles sabiam que a área havia sido mapeado com LiDAR em 2006 pelo governo mexicano.

Quando o terremoto ocorreu, Oskin e Ramon Arrowsmith Universidade Estadual do Arizona pedida e conseguimos financiamento do National Science Foundation para realizar um levantamento imediato aérea para comparar os resultados. A pesquisa feita atráves do LiDAR ainda revela a formação da superfície do solo, adjacente às falhas, que anteriormente não podiam ser facilmente detectadas, disse o especialista.

A pesquisa revelou uma deformação em torno do sistema de pequenas falhas , que causaram o terremoto e permitiu medições que fornecem pistas para compreender como estes terremotos ocorrem nas multi-falhas.

Concluindo, esta nova pesquisa com o LiDAR, mostra como sete, destas pequenas falhas se uniram para causar um grande terremoto.

O terremoto ocorrido em Mexicali no ano de 2010 não ocorreu em uma falha grave, como a de San Andreas, mas, correndo através de uma série de falhas menores na crosta da Terra. Essas pequenas falhas são comuns em torno de grandes falhas, mas são "subvalorizadas", disse Oskin.

Segundo ele, Esse tipo de terremoto acontece fora da zona azul”.

Fonte: Daily Mail – UK
Leia a notícia em inglês AQUI

Tradução, adaptação e edição de texto: Gério Ganimedes
Direitos Reservados – Projeto Quartzo Azul©©

Um comentário:

  1. NÃO ESTAMOS SÓS, NÃO SEI SE SÃO BONS OU RUINS,A TERRA ESTA REAGINDO, ´´E CLARO QUE A TV NÃO DIRÁ SOBRE O FIM, SERIA UM CAOS, CABE A NÓS CURIOZOS E COMO DIZ O DITADO "PARA BOM ENTENDEDOR MEIA PALAVRA BASTA" ESTARMOS PREPARADOS PSICOLOGICAMENTE PARA TAL, fico feliz em saber que não estou só...

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